“Poderes cósmicos e fenomenais dentro de uma lampadazinha”

Os amantes do filme Alladin certamente se lembrarão da célebre frase dita em tom irônico pelo super gênio do bem ao gênio do mal, nos minutos finais do longa metragem infantil, quando o empurra para a eterniadade da lâmpada mágica, lançada num pontinho qualquer na imensidão do deserto. Gosto de lembrar da cena, como tantas outras deste filme, e somente hoje parei para pensar como ela se aplica sob certas pessoas.

Conheço um menino, menino príncipe, desses que nasceram virado para a lua. Tem todas e todas qualidades esperadas de um homem medíocre, como beleza, inteligência, bom humor, charme, dinheiro, etc etc etc. Quando falo dele para alguém, especialmente para alguma garota, os olhos brilham…uaaaau… ele é tudo isso? Pois é. Tantos poderes, dentro de uma lampadazinha.

No clássico da Disney, o gênio mau quer ter todo o poder do mundo em suas mãos. E acaba conseguindo em detrimento de sua liberdade.

Algumas pessoas, em busca de tudo isso que as pessoas medíocres também almejam, acabam trocando as coisas de lugar e se enfurnam em suas “lampadas mágicas”, trabalhando incessantemente em seus cubículos cherando a mofo, a espera de uma mãozinha que venha lhe esfregar e lhe dar o reconhecimento e importância que ele acha que merece por todas as tarejas executadas lá dentro da lampadazinha.

E enquano isso, tantas e tantas mãozinhas menos curiosas, que não estão em busca de lâmpada nenhuma, esperam, por sua vez, um gênio que venha realizar seus mais simples desejos de maneira voluntária, dócil, descomprometida, desinteressada. Uma partida de damas, um sofá com Alladin, alguém para bater a corda, alguém para pegar no gol, alguém para contar uma piada, alguém para olhar para elas como um gênio bondoso de contos de fadas.

E voltando ao menino príncipe, tão vaidoso e poderoso em suas qualidade infinitas, ainda acho que ele canaliza suas energias no canto errado. Ou melhor, deveria pulverizá-la. A vida é pequena, curtinha, já já acaba. Na eternidade, a nossa vida é um sopro.

De repente, chegam as dores, a indisposição natural, enfermidades, eventualmente a solidão. E os poderes cósmicos, nessa hora, não mais servirão para nada, senão para dizer e contar para as paredes as desventuras de uma vida mal vivida. O tema é batido, mas é sempre bom ser lembrado.

É a mediocridade humana. E vejo tantos meninos e homens príncipes assim…

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Sobre ruivaah

Apaixonada por livros, fotos, viagens, montanhas, bicicleta, riachos, familia, amigos e animais! Apaixonada pelo sol e pela chuva.
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3 respostas para “Poderes cósmicos e fenomenais dentro de uma lampadazinha”

  1. Cada vez mais escrevendo muito bem. Não digo pelo conteúdo apenas. Poderia simplestemente dizer “é um…” para a pessoa sobre quem escreve e derramar palavrões, destemperos, indelicadezas. Minha amiga, continue assim. Escreva muito e escreva bem. Você nunca me enganou. Nós é que crescemos perdidos sempre que não estamos aos cuidados de Deus.

  2. ppcroitor disse:

    quem é esse principe, ruivete?? curiooosaaa…

  3. Ruivaah disse:

    curioooooooooooooooooooooosa

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