Texto para a festa de final de ano

Todos os dia eu leio um poema que fala de um certo filho que, depois de cruzar o mundo, de lutar muito, de sentir medo, de procurar por algo que nem ele sabia, voltou para casa. Voltou para casa sem trazer os louros prometidos, ou seja, ele disse que conseguiria algo lá fora, mas não conseguiu. Fracassou, vamos dizer assim.

 

E nessa angústia de voltar para casa sem trazer as glórias, ele quis apenas colocar a cabeça no colo de sua mãe e a única coisa que ele queria ouvir era “meu filho”.

 

Nossa casa é o porto seguro, abrigo aconchegante, recanto certo para aliviar nosso cansaço do dia-a-dia. Por mais que seja legal sair, viajar… nada se compara à alegria de voltar para casa. Sentir de novo aquele cheirinho que já tínhamos esquecido, rever os objetos, olhar para tudo com olhar novo.

 

Mais do que isso, voltar para casa significa rever também os nossos pais queridos, ou só nossa mãe querida, ou só nosso pai querido, ou ninguém, apenas os sete travesseiros queridos sobre a cama (no meu caso). Significa também encontrar um marido querido, uma esposa querida. E mesmo ainda não sabendo o que isso significa…. deve ser mais maravilhoso ainda chegar em casa e ver os filhos queridos.

 

 

Difícil falar desse amor que não conheço e que sempre me emociona demais, o amor dos pais em relação aos filhos, e de tudo o que ele é capaz.

 

Vale lembrar aquela frase de um escritor que não me lembro o nome: MEU FILHO, uma frase tão pequena, com um significado tão grande…

 

Nós, pessoas sem filhos, não sabemos qual a emoção de sentir um ser humano sair de dentro de nós, ou de ficar do lado de fora do quarto esperando a luz rosa ou azul acender. Do mesmo jeito, não sabemos qual o tamanho da dor que uma palavra dura ou uma grosseria podem gerar no coração de um pai ou de uma mãe. Não temos idéia da dimensão desses sentimentos.

 

Por isso acho que quando nos tornamos pais, olhamos com olhar diferente para os nossos pais, e com outro super diferente para nosso avós, pois o mundo se transforma.

 

A responsabilidade de se ter um filho nos dias de hoje, a preocupação com a educação, saúde, lazer, etc., teria quer ser proporcional a responsabilidade dos filhos, depois de maiorzinhos, de zelar pela paz e sossego dos nossos pais.

 

No final, todo mundo sabe, os papéis se invertem e os filhos passam a cuidar dos pais. Levam ao médico, ajudam a escolher a roupa, mais tarde ajudam a caminhar, levar para passear no parque, assistem aos filmes que eles querem, compram guloseimas às escondidas.

 

No entanto, por mais que haja essa inversão imprescindível, duvido que a perfeição do amor dos pais seja igual, porque realmente não é.

 

A conta é simples: os filhos sentem-se confortáveis em preterir os pais para curtir outros divertimentos. E fazem isso justamente com base na certeza de que o amor dos pais é tão grande, que para tudo existe perdão. Os pais jamais deixam os filhos em segundo plano. Na visão dos pais não há discussão, não há o que colocar na balança. O amor aos filhos é incondicional e o maior de todos. Bem parecido com o amor de Deus, que é Pai.

 

Por isso, temos que nos espelhar nesse amor perfeito para tentarmos, ao máximo, cuidar melhor, desde já, dos nossos pais.

 

Diante de algo que não conhecemos, como é o amor de pais para filhos, o que temos a fazer é respeitar e fazer valer cada lágrima, cada sorriso, cada noite em claro, cada escolha, cada dificuldade, cada olhar, cada mão estendida, cada colo, cada abraço, cada carinho, cada ruga, cada cansaço, cada dia ao lado deles.

 

 

1 milhão de vezes obrigada ao meu pai, pela alegria de me receber com a primeira filha menina;

 

 

1 milhão de vezes obrigada a minha mãe, por ser tão minha melhor amiga de todas no mundo;

 

 

1 milhão de pedidos de perdão aos dois, por qualquer tristeza que eu tenha causado.

 

 

Feliz Ano Novo para Vera e Edu

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Sobre ruivaah

Apaixonada por livros, fotos, viagens, montanhas, bicicleta, riachos, familia, amigos e animais! Apaixonada pelo sol e pela chuva.
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3 respostas para Texto para a festa de final de ano

  1. Ju disse:

    Olá, Renata!
    Sou amiga do Frank, ele sempre fala muito bem de você e da sua amiga Simone.
    Estou passando por aqui pra dizer que virei fã das suas crônicas, e lhe parabenizar pela excelente escrita.
    Cada texto tem um ar envolvente e deixa sempre um gosto de quero mais.
    Parabéns!

  2. Ruivaah disse:

    Olá Ju!
    Eu fiquei bem feliz em saber que tenho mais uma leitora!!
    Com você, agora, devo ter uns 7 leitores ao todo!!
    Até me animei em colocar mais um “post”… se bem que minha vida anda bem corrida e não sobra tempo para escrever. Mas estou com um pronto lá em casa e acho que agora é a hora.
    Você será sempre muitíssimo bem vinda aqui! Apareça!
    Obrigada mais uma vez.
    ruiva

  3. Como está este assunto? disse:

    Oi Rezinha … Bem que vc me avisou antes de enviar … “esse é para chorar”. Ainda mais eu que sou toda “família”. Parabéns!

    bjs

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