Um ano de passou, meu Deus…

O último post, de 1 ano atrás, parece que foi feito ontem. Acabo de desligar do MSN com meu namorado que me noticia que está indo tirar um cochilo vespertino. Dorme, meu amor… dorme…

Um ano depois do post também acabo de ler o delicioso blog da minha amiga Juliana (juborges.wordpress.com) que deliciosamente incluiu uma frase em sua pequena nota que me fez parar de enviar/revisar/receber e-mails só por uns minutos e atualizar meu blog: O TEMPO QUE PASSA NO TEMPO CERTO. Tive que fazer um comentário angustiante sobre essa reflexiva observação de minha amiga e eximia escritora no sentido de que receio nunca ter sentido o tempo passar no tempo certo. Ora tão depressa… ora tão devagar…

Um ano depois também continuo sentada na minha mesa a observar pela janela mais um edifício residencial de luxo se erguer na minha cidade tão dissonante, homens trabalhando ensurdecedoramente com suas máquinas e maquitas há um ano (mais!), não permitem que eu deixe a janela aberta para receber a brisa seca da minha cidade tão seca e especialmente pálida. O prédio está quase pronto. O cenário se alterou sensivelmente aqui do terceiro andar. Cortei os cabelos também para, à noite, a moça cansada que me olha no reflexo da janela me parecer diferente e, quem sabe, dizer ou fazer algo diferente também.

Um ano depois ainda revejo meus amigos com freqüência, distribuo meu tempo em porções não suficientes a todos, me doo na mesma medida, insuficiente. Não tenho mais uma lista dos desejos bem delineada, ela se espalhou e se diminuiu, se confundiu com os sonhos e acabou se molhando, borrando o futuro que se esconde nas borras de um café qualquer. Bebo café socialmente.

Um ano depois e ainda mantenho uns itens a riscar na minha lista de pendências, que pendem pra lá e pra cá no dia-a-dia, tendem a se petrificar como grãos num monte de areia pronto para se transformar num grande castelo com vista para o mar… O mar… Um ano depois e ainda contabilizo dúzias de meses sem pisar na areia da praia e sentir o cheiro do horizonte. Como é mesmo a sensação de cair no mar gelado quando não se suporta mais ficar na areia escaldante? Esqueci.

Um ano depois e ainda julgo injusta e ingrata essa minha sensação de incompletude em relação às imperfeições da minha vida. É que não consigo mensurar o mensurável… os número não me mostram nada que eu queira enxergar.

Um ano depois e ainda me pego emocionada com um livro escrito na década de 20 e com as canções de uma banda alternativa que insiste em se manter incógnita e ininteligível.

 Just like me!

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Sobre ruivaah

Apaixonada por livros, fotos, viagens, montanhas, bicicleta, riachos, familia, amigos e animais! Apaixonada pelo sol e pela chuva.
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