Dueto: Patativa do Assaré & Ruiva (poema safra 2004)

Patativa diz:

“e veve o martelo horrendo, toda noite e o dia intero, no meu coraçao batendo. batendo como o ferrero, maiando no ferro quente. e assim todo deferente, do resto da humanidade, como um pobre vagabundo, vou arrastando no mundo, o meu fardo da sodade.” 

Ruiva responde:

tanto dói a dor do näo saber
da incerteza da noite
se estrelada
tanto é sentida a mágoa
do esperar
da incerteza do amanhä
se ensolarado
tanto me faço caminhar
na total incerteza
se curva
se adiante
se atalho
tanto me angustia a dúvida
estar incerta de ir
se há volta
se vem
tanto me faço caminhar
tanto…
me cansa
e tanto faz

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Sobre ruivaah

Apaixonada por livros, fotos, viagens, montanhas, bicicleta, riachos, familia, amigos e animais! Apaixonada pelo sol e pela chuva.
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